sábado, 26 de março de 2011
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segunda-feira, 21 de março de 2011
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Mais olha só você, um sorriso carregado de malícia, o jeito certo de mexer o cabelo, o desejo nos olhares que te encontram... Minha menina, eu fechei os olhos e te permiti se fazer assim tão linda. Não percebi que você já não corria pelas ruas com os pés descalços tocando a liberdade... Ah minha menina, que maldade do tempo que levou embora seus sonhos bobos, que fez sumir a ingenuidade das suas palavras, que te fez encará-lo e como vencedora, é portadora de uma sensualidade incomparável. Eu não te espero mais na janela menina, eu não mais me divirto com suas brincadeiras doces, eu já não te encontro... Mas como é traiçoeira essa vida, me pôs no teu caminho desde cedo e não me preparou para as mudanças tão visíveis, tão esplendorosas... Onda está sua voz desafinada, minha criança? Que ‘cantar de anjos’ é esse que você sussurra em meus ouvidos? Eu amo você menina e a vida sem o seu perfume eu já não me atrevo a viver. Deita aqui e deixa que eu me despeça de você, deixa eu te mostrar que a beleza dos seus 20 anos levou embora também a minha inocência... Pode ir agora minha menina, leve consigo meu carinho. A noite é nossa, é terna e infinita. Porque hoje dorme-se menina, acorda-se mulher e é essa a graça que a vida tem minha menina...
O que um balançar de cabelos não faz ;D
Bellynha, esse foi em uma aula de histologia viu? rs.
Bellynha, esse foi em uma aula de histologia viu? rs.
terça-feira, 1 de março de 2011
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O mundo gira depressa demais, os ciclos se repetem, tão iguais, tão intensos. Pessoas choram por perdas, por horas inexatas, por sonhos lúdicos, por meros desencontros... E eu continuo aqui, enclausurada nas mesmas ilusões, debaixo das velhas cobertas, não penso, não vejo, não sinto nada além do pulsar forçado do meu coração. O quarto tão vazio quanto meus olhos, os segundos se arrastando sem fundamento, nem objetivo. É como fechar as cortinas pela manhã pra impedir que o sol entre e me impeça de continuar sonhando, me privo de sentir, assim eu posso continuar na ilusão dos nossos dias felizes. De você nada mais restou, do anel...só a marca do sol entre os dedos. Aqui, só ‘eu’ continuo sendo sua, respirando a pluralidade do nosso passado e abafada pela minha solidão.
Que saudade de sentir o que não me pertence *-*