E talvez, essas palavras lançadas sobre o vento nem te alcancem, as escrevo com a esperança que elas esbarrem em você, bagunce seus cabelos e lhe causem algum efeito. Eu deveria dizê-las, tornando-as ásperas e inconseqüentes, mas eu não saberia fazê-lo sem antes acabar com o meu estoque de lágrimas e sentimentalismo – e eu espero ainda precisar dele um dia. Seria mais fácil se você fosse embora e deixasse aqui dentro um vazio com nome qualquer... saudade, nostalgia, poderia ser clichê... nesse caso, eu nem me importaria. Mas você só se foi, só levou de mim os abraços, os afagos e toda reciprocidade. Ainda vive aqui, ainda pulsa aqui, ainda machuca um pouco mais a cada minuto. Eu não tinha como saber que o seu “sempre” acabaria na próxima esquina ou que sua personalidade era de vidro, que as suas sinceridades não eram sinceras e que a sua vida não passava de atos do teatro com uma platéia idiota pra aplaudir cada desfecho medíocre. Foi quando eu percebi que eu era só mais uma parte do seu cenário e que no próximo ato você sequer lembraria dos meus sorrisos ou perfumes variados. Era minha vez de encenar, era minha vez de fingir viver...É assim que eu estou agora, nas paredes do quarto desenhos retrógrados de solidão, nas mãos velhos papéis em branco ou manchados pela falta dos seus olhares, aqui dentro... só você, eu já não me encontro, eu já não existo.
2 Comentários.:
Porque as suas palavras, tem uma força incrível. Tá lindo geeh. (L)
mt mt bom!
ameei :D
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