quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sexta-feira, 05 de novembro de 2010.

E sim, as palavras são falhas... Elas seguem o caminho do vento, dificilmente alguém as acompanha. É fácil assumir falsos sentimentos, ou declarar alguns que se acham verdadeiros. É fácil encurtar o pra sempre em duas sílabas e algumas poucas letras, difícil é cumprir a eternidade de promessas feitas, cada vírgula do que um dia já foi dito. Alguém já me disse que tudo que é dito trás conseqüências, que a palavra dita jamais retornará a boca...verdades inquestionáveis, mas as palavras também se perdem, se perdem do seu significado, do seu propósito, se perdem de nós. Quantas certezas foram jogadas no ralo da pia enquanto se chorava por um amor? Quantas declarações foram rasgadas e esquecidas diante de uma traição? Quantas promessas foram cumpridas e refeitas diante de um recomeço, de uma nova paixão? Quantas idiotices você já falou, tendo certeza que eram verdades e pior, absolutas? E as tantas e inúmeras vezes que você foi atingido pelo reflexo de suas próprias palavras? Talvez eu seja amante do silêncio, mas antes ele do que palavras alheias jogadas em momentos aleatórios, pra alguém que talvez não passe mais que algumas primaveras inúteis na minha vida. Eu já fiz promessas de fidelidade eterna - não me arrependo - mas as vezes eu duvido dessa tal de eternidade, ninguém chegou pra me dizer qual a cor que ela tem, o gosto, o som... às vezes eu acho que ninguém nunca a viu, talvez por não viver o suficiente, talvez por ter mudado o trajeto...Eu corro em sua direção e espero poder descrevê-la em linhas poucas e objetivas, feliz por tê-la visto, por tê-la encontro, por tê-la vivido. Feliz por cumprir as palavras que conscientemente eu lancei no ar, feliz por fazer feliz quem as escutou. Feliz por não ver virar pó o que parecia sincero em outros tons, em outros corpos....

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