domingo, 9 de janeiro de 2011

E amanhã (...)

E se eu não te esquecer amanhã, ou depois de amanhã, eu vou lembrar mais de mim, eu vou gastar hora com os meus sorrisos e as minhas ambigüidades. Se um dia a sua ausência transbordar nos meus olhos, eu vou completá-la com a minha presença, com os meus perfumes e meus saltos. Eu vou ser minha, como nunca fui. E aí não haverá mais vazio. Não haverá mais sábados solitários, nem frio sem cobertor. Não haverá mais linhas manchadas por frustração, não haverá espera, não haverá metade de nada – eu serei inteira. Também não haverá mais “você”. Nem nas minhas folhas, nem no meu sorriso, muito menos em mim. Eu lutarei por mim, viverei por mim... e cedo ou tarde voltarei pra você e lembrarei com saudade e ironia deste desperdício de letras, papéis e inspiração...

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