Eu não vejo mais graça em textos manjados, ainda os escrevo mas não sinto a mínima vontade de postá-los. Cansei de mocinhas sofridas e abandonadas ou revoltadas e despreocupadas com o futuro. Não consigo mais transmitir emoção a histórias que eu não vivi ou que nunca presenceei sendo vividas, os textos ficam secos, vazios e isso definitivamente não combina comigo e com minha personalidade forte. Sempre defendi o meio termo mas nunca consegui alcançá-lo de fato, sou fã da intensidade e da adrenalina que ela trás, não consigo viver num ambiente ou numa situação morna... Ou se morre de amor ou de tédio, não dá pra consciliar os dois e ainda que desse é certo que eu rejeitaria a oferta. Equilíbrio é bom, mas demais é chato. Não me faltam histórias, desabafos ou sentimentos reprimidos pra preencher as linhas do meu caderno ou as páginas do meu blog, o que me falta é coragem pra assumir certas coisas e vai ver é por isso que eu tenho uma quantidade gigante de textos estocados que dificilmente serão postados um dia. Eu não preciso expor ao mundo o que só interessa a uns ou outros, não preciso expor nem mesmo pra eles, eu sempre fui transparente, basta ler as expressões ou sinais que deixo no caminho. Perco tempo demais tentando entender o que esse coração idiota deseja e acabei por descobrir que perco ainda mais tempo tentando explicar tais desejos pros outros ou pra minhas folhas companheiras. Fala sério! eu não preciso de nada disso, não preciso justificar o que eu sinto, eu só sinto e isso basta. Não vou mais lamentar pelo que eu não deveria sentir, vou segui-los contra ou a favor da minha vontade até que um dia deixem de ser atraentes aos meus olhos. Nunca fui forte o suficiente pra me deter, nessa guerra cega contra mim eu nunca vou vencer, isso é fato. Então eu não resisto mais, não lamento mais... eu vivo, eu sinto e estou muito bem assim.
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