E olhando pra trás nem parece que o caminho foi tão longo, meus pés não estão cansados , minha mente não trás seqüelas dos antigos martírios e meus olhos não trazem sequer vestígio de sofrimento. O coração tem marcas permanentes sim, mas são discretas e eu já nem as sinto. É estranho ler meus antigos escritos e me senti fora de contexto, alguns dos mais melancólicos até me assustam. Eu venci a ausência,a insegurança, venci meus próprios preconceitos. Eu superei decepções, ciladas absurdas contra mim e meus princípios e inacreditavelmente ainda carrego a mesma expressão ingênua de três anos atrás – só aconselho não se deixar levar por ela. Hoje eu caminho sob as minhas pernas, posso não ter uma auto-estima exemplar, mas eu sei do que sou capaz e não são opiniões ou achismos baratos que irão influenciar minha segurança. Não sinto falta nenhuma do que um dia considerei essencial, não sei mais viver sem coisas que tantas vezes deixei pra trás. Já gargalhei tendo no peito uma dor quase insuportável, já chorei quando quis morrer de rir, já fingir sentir alguma coisa só por está acostumada a senti-la. Já estive no chão, mas fingi está no alto pra fortalecer quem precisava ou pra não confirmar a vitória dos que assim desejaram. Eu já achei que sabia muito e alguém sempre me mostrou que eu não sei nada comparado ao tanto de coisas que tenho pra aprender... Eu ainda curto a idéia de ser uma mera aprendiz e talvez por isso eu esteja tão a frente desse mundo, tão isenta da hipocrisia e desses falsos moralismos. Eu posso voar , esses seres rastejantes dificilmente me alcançarão e caso aconteça... eu tenho quem me leve novamente as nuvens e me faça desfrutar do arco-íris...
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