Meus olhos arderam, a respiração ficou curta e os pensamentos esvaíram da minha cabeça na velocidade da luz, eu só desejava tê-lo em minhas mãos pra que eu pudesse fazê-lo sentir metade da dor que eu estava sentindo. Minha raiva se misturava a decepção e me fazia perder o censo lógico de tudo que estava ao meu redor, a culpa também martirizava. Eu não saberia separar ou distinguir tantos sentimentos – mas fiquei aliviada por possuí-los, ao contrário de você eu sinto e é de verdade, eles não se transformam em poeira quando as brisas leves atacam. Você enxergou falsidade nos olhos do meu exemplo vivo de amor, me magoou como ninguém no mundo tinha feito antes. Transformou meu corpo em um transmissor de raiva por longos minutos atrapalhando comemorações importantes. Me fez cair em pedaços por ver minha fortaleza nos meus braços clamando por justiça ou ao menos por um reconhecimento e não teve decência pra olhar nos olhos de qualquer uma de nós e dá uma explicação palpável, seus sonhos ou ilusões são exclusivas da sua personalidade mal-formada, não preenchem mais do que a sua vida vazia rodeada de amigos de momento e bebidas casuais. E eu deixei que as lágrimas banhassem um ombro amigo, por perceber que eu amei e confiei em alguém que nunca existiu, alguém formado por fragmentos de personalidades alheias, alguém que não se conhece e não sabe aonde os seus próprios passos o levarão. No fim da noite, seus elos estarão quebrados e o silêncio te deixará amedrontado, mas você não vai ter pra onde correr, foi idiota o suficiente pra virar as costas pra cada uma de suas fortalezas. Aproveite a companhia da solidão, ela é tão fria quanto cada um dos sentimentos que você ousou descrever, que você ousou dizer sentir – é provável que já tenha acostumado....
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