sábado, 3 de julho de 2010

Domingo, 04 de julho de 2010.

Talvez o problema não seja este ou qualquer outro, o fato é que você espera demais de mim, aliás... todo mundo espera demais de mim. Mas agora eu estou falando de você, dessa sua mania de me repreender por qualquer erro bobo e de morrer de orgulho simultaneamente, dessa sua mania de esperar de mim atitudes sempre maduras e condizentes com suas opiniões. É fato que sempre viveu por mim, que sempre me acompanhou pelas trajetórias mais malucas que a vida me impôs, também é fato que desconhece muitos dos caminhos que eu trilhei, do medo que se apossou de mim e da vontade desesperada de gritar por você que eu senti em algumas noites. Você não conhece um terço da minha história e ainda sim desvenda com facilidade meus sentimentos camuflados como se estivessem expostos em minha testa. Ainda sim, me repreende por me ver sendo adolescente e deixando de lado aquela mulher adulta que escuta e se preocupa com seus problemas como se pudesse fazer alguma coisa – ou melhor, rezando pra que um dia realmente possa. Eu só quero curtir essa fase tosca de hormônios a flor da pele, eu quero sair e beber se achar conveniente, eu quero dançar até meus pés reclamarem, eu quero fazer o que você fez sem se preocupar com provas ou com a responsabilidade de sempre ser melhor... Eu quero poder dormir tranqüila, sabendo que satisfiz as pessoas que eu amo, que eu os orgulho sendo eu mesma e que não preciso passar noites acordada tentando descobrir um jeito inexistente de agradar todo mundo. Eu quero sentir a liberdade em mim, me trancar no quarto e ouvir músicas altas sem ouvir críticas. Eu quero poder aproveitar a única fase da vida em que se permite ser irresponsável, ainda que com conseqüências. Eu não preciso dos seus julgamentos, eu preciso dos seus cuidados, do seu sorriso orgulhoso e do abraço protetor... Eu preciso do seu amor tão único. Preciso viver por você como viveu por mim até hoje e o farei, mesmo que alguns dias seus problemas ou a divergência de personalidades te ceguem e impossibilitem meu tão precioso reconhecimento.

"Pai, me perdoa essa insegurança que eu não sou mais aquela criança que um dia morrendo de medo, nos teus braços você fez segredo, nos teus passos você foi mais eu (8~~"
Eu poderia dizer isso a você, mas tal pai, tal filha...
eu tambem não consigo...


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