sexta-feira, 2 de julho de 2010

Quarta-feira, 30 de junho de 2010.

E aquela estrela ainda deveria me trazer as mesmas recordações, por pelo menos mais um dia. Ela deveria está ofuscando todas as outras, ela deveria cegar meus sonhos mais uma vez e me fazer sorrir ao lembrar um pouco de você. Mas ela não possui mas o mesmo brilho, ela não preenche meus romantismos idealizados, nem aquece meu coração agora solitário. Ela não teve poder pra te manter aqui ou me fazer voltar, ela não iluminou a escuridão, nem amenizou minhas dores, ela não devolveu aos meus olhos qualquer espécie de vitalidade... Talvez ela tenha cansado de ser o único vestígio concreto de você e dos meus raros dias felizes ao seu lado. Confesso tê-la ignorado alguns dias, seu brilho parecia sórdido olhado só por mim, faltava sua admiração, faltava um pedaço seu... E quando a noite anuncia sua chegada inevitável, ela me sorri tímida, como quem pede desculpas por não ter cumprido as promessas fantasmas que você me fez. Eu retribuo e por fim peço que ela ilumine sua vida e cuide dos seus sentimentos surreais, tornando-os no mínimo meias verdades ou que dê a eles um pouco de sentido. Peço que ela não te deixe só e que afaste de você a solidão que me apavorou por longos dias, que ela faça o que eu não pude fazer por medo, por surtos seus, por amor próprio ou por ter que seguir em frente sem olhar pra trás uma única vez sequer... Eu ainda mando bons ventos ao seu encontro e ainda guardo sorrisos e abraços sinceros enrolados ao seu nome....

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