Conversas e brincadeiras bobas me faziam esquecer dos pontos de ortografia trocados em dias anteriores, seja lá o que signifiquem não há porque atrair meu interesse. Eu tinha novidades que não eram tão novas assim, já que tudo convergia para o mesmo lugar sempre, mas enfim o caminho tinha sofrido pequenos - porém relevantes - desvios. O barulho forte da chuva no telhado me lembrava quantos séculos que eu não parava na varanda ou na janela do meu quarto pra observar o mundo lá fora, quanto tempo eu não pensava qual lugar daquele vasto verde seria meu, só meu. Parte disso era culpa do altruísmo típico que se apossava de mim nas primaveras felizes, a outra parte era culpa minha mesmo que esquecia que as estações variam e que o inverno é sempre uma questão de tempo, é preciso reservar-se. O vento frio e o balançar da rede me transportavam pra um futuro promissor que dependia unicamente do meu esforço, você era enfim passado e a sua imagem já tinha se apagado do meu destino como um desenho de giz numa calçada molhada pela chuva. Vou seguindo com minha sombra e outros poucos acompanhantes,
eles me mostraram mais eficácia do que eu esperava....
1 Comentários.:
é da vida né?
fazer oque? :)
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