E de repente minha mente repetia as suas palavras com aquela mesma voz mansa que me causava os mais loucos delírios :"Eu quero andar de mãos dadas com você", me assusta a rapidez com que essas recordações invadem meu mundo e fica quase impossível expulsá-las, me assusta ainda mais a confiança cega que depositei em tudo que saia da sua boca, em tudo que você era ou aparentava ser. É chato admitir que a saudade é uma visita constante que muitas vezes embriaga o meu ar e o torna irrespirável e que nessas horas eu fecho os olhos e lembro do seu sorriso tímido e literalmente iluminado que me trazia segurança e de certa forma ainda me acalma - ou ilude... O fato é que tendo você e todas aquelas horas típicas de um romance predestinado na memória fica difícil lembrar das lágrimas, da ausência da verdade e de todos os rótulos patéticos que você me deu. Eu não posso negar que nas noites de insônia penso em nós - até então só as cobertas sabiam disso - nas risadas inadequadas, nas declarações fora de hora, nas loucuras que não fazem mais sentido, o sono vem pra dá uma continuidade feliz e totalmente sem lógica para a historinha que a minha mente traçava. Era verdade, eu tinha aparecido na hora errada, tinha escorregado num momento impróprio, mas afinal, havia algo de certo nessa confusão? Você está livre pra construir aquela família linda que tanto falava e eu não serei mais a intrusa fora do contexto... Minha cama ainda carrega vestígios de dor e lágrimas que eu despejei durante dias e eu fico aliviada por ser esta a única recordação da solidão, daquela que me amedrontava e me obrigava a me esconder atrás de sorrisos falsos e aparentemente sem precendentes...
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