Que tal uma historia de ação pra te salvar da monotonia do casamento e de arrependimentos vãos? Prometo adrenalina, mas não garanto satisfação... é que é a minha história, melhor... a nossa, visto por um ângulo real e nem um pouco impessoal, vou te dá a oportunidade de enxergar as coisas a minha óptica, enfim, vamos ao que interessa! Andei por muito tempo insegura, dando passos falsos e olhando para o passado como forma de garantia ou de refúgio – te deixo optar dessa vez. Corri contra os valores sociais, enfrentei temperaturas desgastantes, ouvi indiretas fúteis que tentavam - e infelizmente conseguiram – convencer-me de que o amor é supremo, ele supera tudo – grande piada e ironia vindo da sua boca. Esmaguei princípios meus por achá-los desprezíveis quando comparados ao prazer da sua companhia, fiz loucuras desnecessárias... em alguns dias ri delas, em outros fui domada pela raiva. Dancei sem haver música, cantei canções pré-históricas, abracei você e todo sentimento que viesse a surgir com todas as forças que eu pude. Me acordaram da doce ilusão – você me acordou – me fizeram extingui a criatividade e a folha em branco foi o meu cenário por longos dias, digeri a culpa e a deixei intoxicar todo meu organismo. Acompanhei dias se sucederem mais quentes ou mais frios, eu nunca notava a indiferença. Precisava de uma reação, então distribui sorrisos falsos, cantei músicas estranhas pra me manter calada.Topei com o realismo e o convidei pra entrar na minha casa modéstia e abarrotada de inutilidades, virei amante da realidade – o costume é um vício perigoso, mas antes dela do que sua, ao menos ela me beijava sem olhar pros lados antes. Reconheci alguns rostos familiares e sorri satisfeita por tê-los de volta, refiz promessas, andei consciente pra direção certa, topei com a saudade, dei as mãos a nostalgia, chorei mais um pouco... Tentei mais uma vez, abracei desconhecidos, me permiti reviver algumas memórias antigas, senti raiva e a descontei em pessoas erradas, me acalmei e sorri pra os mais próximos. Dancei no ritmo, senti perfumes conhecidos, beijei... recuei e então beijei de novo. Larguei a nostalgia e continuei sozinha... gritei por alguns, ignorei muitos outros. Abracei novamente a vida e os seus desencantos – os encantos você tinha levado todos. Esbarrei por descuido na desistência e a achei atraente demais , te troquei por ela – pagamento na mesma moeda é sempre divertido. Desisti de vez dos seus mínimos sorrisos, da sua voz idiota e por fim de você. Joguei ao vento os sonhos idealizados, evitei lugares impróprios, desisti de vez de manter alguma coisa sua incrustada em mim. Satisfeito amor? Não leve a mal a pergunta óbvia, é que depois que te agradar deixou de ser minha prioridade, temo ter perdido a prática.
Oi ironia, senti sua falta *.*
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