terça-feira, 16 de março de 2010

Terça-feira, 16 de março de 2010.


Eu te dei uma importância elevada, reconheço. Mas nunca fiz da palma da sua mão a minha moradia, não pense que tem algum controle sobre mim, eu não permitiria isso nem mesmo pra você. É impressionante como tem as palavras certas, como sabe aumentar ou diminuir o compasso do meu coração a hora que deseja, mas tenho autonomia sobre meus impulsos, você não faz parte da minha vida - não mais -então não tente mudar novamente o rumo dela, ela segue seu próprio curso sem suas intervenções idiotas. O seu romantismo manjado tem me causado repulsa, seu cinismo não me deixa enxergar meu horizonte por mais que esteja próximo e enquanto tenta me iludir com palavras novas, aquele adeus dito a meses atrás parece gritar a ponto de me deixar totalmente surda. Eu não pedi pra seguir outros caminhos, eu fui forçada a isso. Não queira mudar minha direção de novo, meu radar não se encontra mais nos seus olhos, muito menos nas suas frases inconvenientes. As vezes esbarro no medo, ele me envolve e me trás a insegurança, tenta roubar minha autonomia e sem sucesso vai embora. Meu coração ainda reage a muitas das suas palavras e eu luto contra cada uma delas, eu tento te excluir do meu contexto sem satisfações prévias como você fez um dia. Mas as reticências são bem mais atraentes do que um ponto solitário. Não me iluda mais, você não precisa disso, não precisa de mim.... Não me faça derramar lágrimas inúteis, siga sua vida e abrace a felicidade próxima, eu não quero mais existir nos seus sonhos, talvez nem mesmo na sua memória.

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