E a sobra dos meus sorrisos eu ainda encontro nas velhas fotografias marcadas por uma espontaneidade ausente impressa em preto e branco. As lembranças são muito vagas, parece que faz séculos que você não me aninha mais em seus braços, quando na verdade poucos meses me separam desses momentos tão surreais. Lembro de tentar me equilibrar em suas costas, sem saber que o mundo desabaria sobre as minhas mais tarde e que era eu – e não você, quem perderia o equilíbrio. Agora aquelas fotos me parecem só uma tulha de papéis inúteis ocupando espaço nas minhas gavetas, eu quis me habituar a você e preencher a minha vida com suas superstições estranhas, já você... não quis se habituar ao futuro e acabou por me deixar seguir sozinha. Eu tive medo do escuro e por muitas vezes me senti pequena demais para o mundo lá fora, eu quis gritar por você, mas o orgulho sufocou todas as minhas tentativas. Agora que eu encontrei um caminho que me parece sólido não vejo mais sentido em recordações, elas de nada me servem. Minha gaveta se encontra tão vazia quanto meus sonhos, aguardando por novas desilusões ou enfim por algo que valha a pena, só não esperam mais por você...
É, eu tou apaixonada *.*
Mas meu blog não vai virar uma monotonia de declarações, eu juro. [/ha
Mas meu blog não vai virar uma monotonia de declarações, eu juro. [/ha
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