segunda-feira, 17 de maio de 2010

Segunda-feira, 17 de maio de 2010.

- Você é uma farsa.
Pronunciei essas palavras diante de um espelho em meio ao meu sorriso mais irônico. Meus olhos inexpressivos e meus traços cansados revelam uma apatia mórbida e ainda sim minha falsa simpatia engana meia dúzia de mortais que compartilham seus cotidianos banais comigo. Eu já não me assusto com minha falta de sentimentalismo, ela fora implantada de uma maneira eficaz, a prova de falhas. Perdi as contas de quantas noites infernais eu dividi com um travesseiro pouco confortável, desenhando em cada uma de minhas cobertas recordações suas... lembrando da sua voz ou de sua maneira única de me fazer sorrir. Até que um dia as lágrimas secaram, o coração endureceu e eu desaprendi a ser sensível, comoção está definitivamente excluída do meu vocabulário. Não preciso fingir segurança, essa é uma das poucas coisas que me é verdadeira, eu estou certa do que eu quero,ainda mais certa do que eu sinto e por isso que eu me considero uma farsa ambulante. Sabe aqueles textos auto-construtivos que eu posto afim de que você os leia? São os primeiros a maquiar o que meu coração teimoso realmente deseja... Minha personalidade sádica ainda me faz gritar silenciosamente por você no fim das noites e eu ainda sinto falta dos dias em que seus braços me envolveram me dando uma segurança única. Mas a quem isso importa, além de mim? Coloquei meus óculos escuros e me despedi da imagem distorcida do meu reflexo e de todas as meias verdades que eu escondo. Vesti a máscara e atravessei a porta, você precisa ver o muro de concreto que criou e pra minha sorte o mesmo só se desfaz no silencio da madrugada.

Eu achei o texto tosco, mas que posso eu fazer?
suhsushushs
Sorry amores ;*

1 Comentários.:

Maysa Sena disse...

nada de tosco! muuuito lindo!
ameeeeeeeeeeei.

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