E eu vejo a ironia espalhada no caminho. Não faz sentido que eu seja essencial, não agora que meus olhos não reagem a sua ausência e suas palavras não possuem o mínimo significado. Quando o amor era meu guia, você atropelou meus passos, arrancou e jogou meus sonhos pelos ares, eles foram esquecidos até mesmo por mim... Agora que voltaram a existir, você reivindica uma posse inexistente. Todos os meus sonhos - até o mais idiota deles - te pertenciam, mas sua vida de faz de conta não possuía espaço suficiente pra abrigá-los e você simplesmente se desfez de cada um, tirando até de mim a oportunidade de conservá-los. Suas estratégias fracassadas de demonstrar arrependimento me divertiram, me provocaram e até me comoveram, mas foram inúteis... Não há nada palpável nessas suas declarações idiotas... um relacionamento amigável não é a porta pro retorno, é só mais uma das etapas de superação – coisa que você desconhece, essa sua mania chata de ficar pelo caminho te prejudica mais do que imagina. Nos meus jogos você não é mais decisivo, não passa de uma carta sem valor, um descarte promissor e irresistível, o passe perfeito pra um xeque mate. Eu não tenho culpa se hoje é você quem foge do contexto...
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