E me veio uma breve lembrança do seu sorriso, daquelas que faz a gente rir disfarçadamente enquanto caminha... quando se compara o sentimento infantil e a saudade madura, pouca distinção se vê. Não me sinto sufocar, mas me sinto desejar um pouco daquilo outra vez... Eu não sei porque insisto em expor cada cicatriz como se a dor não fosse suficiente, como se o preço fosse justo. Mas ainda sim eu ri, sim... eu ri! Ri por lembrar do quão menina eu era nos seus braços, no quanto eu desejei ser mulher, do quanto prometi inutilmente não voltar e voltei, ou sequer fui... As minhas tentativas inúteis de me esconder dentro de mim, querendo ser só de você,da vontade denunciada no tom da sua voz e na timidez do meu sorriso... Eu lembrei, mas dessa vez só por lembrar, não me sinto precisar... Não me sinto corroer. O gosto da saudade já não amarga, transborda... cobre superfícies,mas é doce, hoje é doce e que continue assim... O vento movimenta minha vida, as crianças do parque ao lado preenchem meu silêncio, porque haveria eu de me importar com tua ausência? Logo agora que eu já não sofro, logo agora que eu já não quero! Hora de esquecer os meus sorrisos por lembrar dos teus, o ritmo continua, o balanço ainda é o mesmo, não se pode voltar atrás, ainda que seja doce, ainda que eu sorria...
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