quarta-feira, 11 de maio de 2011

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E ainda pulsa, no ritmo, no vento, no silêncio. Pulsa, dói, incomoda. Invade, choca, imobiliza. É a tua ausência, minha carência, a falta de ser quem se ama, de viver quem se deseja. É a minha alma incompleta, sua saudade oculta, nosso amor vagando sozinho. É o frio do meu corpo, a sua distância, o nosso arrependimento. É a minha apatia, os seus impulsos, nossa inércia. É o meu 'eu', a sua solidão e sina, os nossos caminhos - brilhantes, secos, opostos. É tudo que foi apagado e não esquecido, tudo que bate, tudo que fala, tudo que cansa. É algo que pulsa, não sou eu, não é você, é mais forte, mais vivo, mais capaz.

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