É madrugada, até o barulho do relógio me incomoda. Nem solidão me resta. Gastei todas as minhas reações com você e hoje é a minha apatia que reflete no espelho. Nessas noites vagas eu tento distrair-me colocando no papel o que os meus olhos vazios já não expressam, tentando dá vida a um coração petrificado pelo tempo. Me pergunto quão distante eu ainda posso ficar de mim, se é necessário ou só seguro, se eu vou sentir minha falta o quanto eu senti a sua. Tenho ciência que fugir não é liberdade, mas não vejo nenhum outro caminho. Não sei se as tatuagens que deixaram no meu coração são permanentes como as que eu mesma desenhei sob minha pele, também não sei se quero que sejam... Parte de mim gosta disso, se dói é porque existe, eu me sinto – ainda que pouco – susceptível e me sinto bem assim, é mais uma coisa que nos distancia.
-
São tantos os vestígios diluídos no meu sangue que eu já não sei quais são meus, quais são seus, se existe algum dos desconhecidos que eu beijei tentando encontrar ou fugir de você. Não sei em quem ou no que eu posso confiar, sou traída pelas minhas próprias vontades, pelas certezas incertas do meu olhar, não confio nem mesmo na droga do amor que ainda passeia livre pelo meu corpo.
-
Nas brigas travadas pelas minhas contradições, você sempre ganha, é sempre um toque seu, um charme seu, um beijo seu... É sempre você vencendo a mim, aos meus medos, ao meu egoísmo mal construído. É sempre você escondido entre as cobertas, pairando no silêncio da minha insônia, enraizado em alguma parte obscura do meu cérebro que eu nunca consigo alcançar. É sempre você sendo um pouco de mim, cobrindo até o último fio dos meus cabelos nostálgico por seus carinhos. É só você, só sua ausência, mais nada, nenhum sentimento, além da saudade, da falta, da necessidade. Eu te levo aqui, sem que você desconfie, enganando a mim e as minhas convenções inúteis, fingindo não saber, não sentir. Guardando cada palavra, cada confissão a sete chaves, a duas ou quem sabe, só a sua vontade...
-
São tantos os vestígios diluídos no meu sangue que eu já não sei quais são meus, quais são seus, se existe algum dos desconhecidos que eu beijei tentando encontrar ou fugir de você. Não sei em quem ou no que eu posso confiar, sou traída pelas minhas próprias vontades, pelas certezas incertas do meu olhar, não confio nem mesmo na droga do amor que ainda passeia livre pelo meu corpo.
-
Nas brigas travadas pelas minhas contradições, você sempre ganha, é sempre um toque seu, um charme seu, um beijo seu... É sempre você vencendo a mim, aos meus medos, ao meu egoísmo mal construído. É sempre você escondido entre as cobertas, pairando no silêncio da minha insônia, enraizado em alguma parte obscura do meu cérebro que eu nunca consigo alcançar. É sempre você sendo um pouco de mim, cobrindo até o último fio dos meus cabelos nostálgico por seus carinhos. É só você, só sua ausência, mais nada, nenhum sentimento, além da saudade, da falta, da necessidade. Eu te levo aqui, sem que você desconfie, enganando a mim e as minhas convenções inúteis, fingindo não saber, não sentir. Guardando cada palavra, cada confissão a sete chaves, a duas ou quem sabe, só a sua vontade...
Cada dia que passa minha vontade de me dedicar a isso aqui é mais intensa.
A estrutura pouco convencional é pra tentar dá sentido a isso ;D
A estrutura pouco convencional é pra tentar dá sentido a isso ;D
0 Comentários.:
Postar um comentário