Um tempo só meu era uma alternativa tentadora, ficaria ainda mais se eu não fosse forçada por motivos físicos a aceitá-la. A nostalgia estava espalhada pelos cômodos da minha casa, nas minhas roupas ou até nas palavras que eu arriscava escrever vez por outra. Eu sentia falta do calor de algumas pessoas, de uma voz mansa o suficiente pra acalmar minha alma, perder meu tempo nem tão útil bisbilhotando a vida alheia, respondendo comentários e recados, atualizando blog e fotolog tabém me traziam saudades. Hoje, eu não entendo o motivo de tanta melancolia, a solução tava tão próxima e eu me recusava a percebê-la pela alta dose de culpa no meu organismo. O fato é que eu não estou onde eu queria está nos meus quase dezoito anos de idade, mas eu adquiri mais experiência do que imaginava e de certa forma mais que eu desejava, eu não queria crescer tão rápido, ser criança é bem mais fácil - coisa que eu não aproveitei por tempo suficiente. Mas reclamar, lamentar a sorte não vai me fazer encontrar um poço mágico que satisfaça meus desejos e façam meus problemas virarem pó - ou purpurina, pra dá uma dose a mais de alegria. Me entregar a sentimentos escuros também não faz parte do roteiro - se é que existe algum - a tristeza me assusta tão quanto o monstro horroroso que se escondia no armário quando eu era criança e pra falar a verdade eu sempre tive mais medo do que fica embaixo da cama e o comparo ao meu atual pavor a solidão. Não a solidão no sentido literal da palavra, porque sozinha eu sei que não ficarei nunca, tenho pessoas suficientemente fortes pra derrotar um exército inteiro que se arme contra meus sonhos, digo solidão como falta de uma pessoa específica, daquele alguém de quem você espera um telefonema, uma visita surpresa ou qualquer coisa que te tire da monotonia na qual você parou quando o viu dizer adeus... Eu tento aprender com a vida, seria mais fácil se eu tivesse algo pra ensinar a ela, talvez pudesse ajudá-la a derrubar as pessoas certas, as que realmente mereçam e não os sonhadores que lutam a cada dia por um lugar ao sol. Depois de alguns tropeços violentos, quedas gigantescas e hipérboles ainda maiores do que essas que eu usei, eu faço do meu universo uma batalha diária, evito invasões, cuido do que é meu e vivo um dia de cada vez, nada mais! Parece simples, mas não é tanto! A pessoa futurista que um dia eu admiti ser foi esquecida, deve está na memória de alguém que não teve tempo ou simplesmente não quis conhecer a pessoa devota ao hoje que eu me tornei. Os sonhos eu não extingui, mas procuro gastar meu precioso tempo agindo, em vez de permanecer deitada na minha cama ou sentada na cadeira da varanda com os olhos fechados - ou perdidos em algum lugar do espaço - imaginando como a vida seria colorida se as coisas acontecessem ao meu modo...
Também há a possibilidade de gastar meu tempo "tagarelando" aqui nesse blog, quase sozinha e com a certeza de que ninguém tem paciência pra ler esse batalhão de palavras juntas.
2010, tudo novo e as coisas aqui também tinha quem mudar, o que eu senti ou não no ano anterior não importa mais! Vamos sentir algo novo?
Há, beijos ;*
Há, beijos ;*
1 Comentários.:
oiee vizinhaaa.. eu tive paciência(rsrs) e li tudinhoo... =D
adoreii o q vc escreveuu. eh issoo aee..
2010, ano novo, vida nova, td novo de novo!!
q esse ano seja mtooo melhor pra vc do q foi 2009!! vc merecee!!^^
bjãooo
saudadeee
teamo!
♥
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